terça-feira, 31 de agosto de 2010

Marina Silva ouviu um canto de sereia e foi atrás



Não voto em Marina Silva porque a sua própria candidatura foi arqui...tetada e insuflada por forças da oposição. Quando Marina deixou o Ministério do Meio Ambiente já tinha tudo planejado, antes disso ela já vinha sendo usada para minar o governo Lula.

E tudo por vaidade pessoal. É isso o que mais me espanta. Fiquei impressionado como a candidata foi capaz de colocar seu umbigo na frente dos objetivos que ela mesma defendeu ao longo de toda a sua trajetória. Seu fracasso à frente do Ministério do Meio Ambiente se deve somente a completa falta de habilidade política da candidata em administrar os imensos interesses que a pasta envolvia. Nem Dilma nem Lula foram os reponsáveis por sua derrocada. Mas, a vaidade é sempre muito grande.

Tratava-se de um rato escondido com o rabo de fora. Era um obstáculo a ser contornado, já que fundadora do PT e amiga do presidente Lula. Ao que parece, Lula, que mesmo tendo muito apreço pessoal por Marina, mas não é nada bobo, observava sua atuação de ministra e sua ação política, mas não via a mínima condição de que chegasse onde desejava que era a presidência, porque fraca, muito fraca, e a levou a pedir demissão. O Minc em pouco tempo resolveu tudo a contento, com pouco desgaste pessoal e para o governo. Na realidade uma traíra como diz o povão. Muito dificilmente pontuará 10% na eleição. A oposição joga dinheiro fora com sua candidatura. Não dividirá o eleitorado de Dilma. Se estiver sendo usada para garantir um segundo turno, o esforço será inútil. Se dividir, divide o eleitorado de Serra, porque tem uma ação muito mais palatável para esses.

Marina Silva ouviu um canto de sereia e foi atrás. Ela, como mulher, foi escolhida para se contrapor à candidatura Dilma. Claro que a direita vai tentar inflar sua candidatura para colocá-la no 2º turno contra Serra e aí, detoná-la. Já fizeram isso antes. Em 1989, a candidatura Lula foi inflada para tirar Leonel Brizola do segundo turno. Depois, foi o que se viu. E mais: nunca vi político deixando um partido elogiando-o. Algum interesse aí foi contrariado. Na maioria das vezes, do político.

Para completar, não voto em Marina porque além de dela ser apenas um joguete nas maõs da oposição, o seu partido o PV, tem como líderes Gabeira que apoia Serra e o vice de 2 bilhões de dóllares Guilherme Leal também está sendo multado pelo Ibama por desmatamento de área de 4 hectares, quando sua licença só era para 0,48 hectares.
Marina seria um fracasso como presidente, não teria base governista, seria apenas um fantoche. Uma próxima Collor, um fracasso.
Postado por Robin

Meus candidatos eleição /2010


Justificativas do meu voto:

1) Cesar Medeiros ---pelo seu trabalho junto a prefeitura da minha cidade Guarani/MG.

2) Jô Moraes ----pela honestidade, pela simplicidade e por sua luta contra ditadura.
...
3) Pimentel ----- ressalto três grandes qualidades de ...Pimentel:" habilidade para tratar os conflitos, para ouvir os diferentes setores, para construir soluções"

4) Zito ----pela sua luta por uma sociedade justa, sem preconceitos e desigualdades, onde prevaleça a dignidade da pessoa humana.

5)Hélio Costa/Patrus --- “Dois grandes homens, um só governo”, justifico meu voto usando as palavras de Lula :

Lula fala da competência de Hélio ao criar os projetos da TV digital brasileira e o da internet gratuita para milhões de estudantes de escolas públicas, e elogia a capacidade administrativa de Patrus Ananias, que fez do Bolsa Família o maior programa social do mundo. Lula enfatiza ainda a importância de uma administração conjunta com Dilma Rousseff na presidência.Dilma---
Eu cito 13 razões para votar em Dilma Rousseff para Presidente:
1) Fim da miséria;
2) Mais empregos;
3) Mais reajustes salariais;
4) Mais Bolsa Família;
5) Mais educação;
6) Mais saúde;
7) Mais segurança;
8) Mais combate ao crack;
9) Mais creches;
10) Mais moradias populares;
11) Mais apoio ao campo;
12) Mais crédito;
13) Mais respeito ao Brasil.

Para completar o quadro acima cito mais estes 26 motivos que justificam o meu voto em Dilma :

1 º Porque vai dar continuidade ao excelente governo de Lula;
2 º Porque ela como presidente poderá melhorar ainda mais o "PAC", projeto de acelera...ção da economia brasileira;
3 º Porque enquanto muitos adolescentes curtiam, ela com 19 anos já defendia a nossa liberdade, lutando contra o Golpe de 1964, mesmo sendo filha de pai rico;
4 º Porque tem grande capacidade de liderança;
5 º Porque é uma mulher respeitada por todos;
6 º Porque tem experiência publica administrativa. Exerceu vários cargos de destaques no Brasil:

- Secretária Municipal da Fazenda de Porto Alegre – 1986;
- Diretora-geral da Câmara Municipal de Porto Alegre – 1989;
- Presidente da Fundação de Economia e Estatística – 1990;
- Com o companheiro de mais de trinta anos, Carlos Araújo, ajudou na fundação do PDT, partido de Cristovam Buarque, Brizola;
- Secretária de Energia, Minas e Comunicações – 1993;
- Editora da revista Indicadores Econômicos- 1995;
- Ministra de Minas e energia -2002;
- Ministra chefe da casa civil – Até hoje.

7º Porque é uma excelente administradora, já deu provas disto em tudo que foi postos por ela ocupados;

8º Porque tem personalidade forte, e sabe defender as instituições que já dirigiu; e saberá dirigir e defender o Nosso país.

9º Porque estou convencido que lutará pela Mercosul, e regeitará a ALCA, não entregará Alcantra aos americanos, e que dará continuidade às obras e aos programas previstos no governo Lula;

10º Porque nos governos anteriores, o salário mínimo era de 60 dólares, e agora, no governo Lula o salário
mínimo é de 323 dólares;

11º Porque eu vejo, após 150 anos o país voltar a construir ferrovias, por que sei o valor de ferrovias para a nossa
economia, e para o crescimento de nosso país e o bem estar de nosso povo;

12º Porque vejo a cada dia o nosso país ser mais respeitado e muito querido pelos povos de todo o planeta;

13º Porque, com altos índices de crescimento, estamos atravessando uma crise de lascar o cano, que destruiu as
economias de quase todos os países e não estamos sofrendo quase nada;

14º Porque hoje emprestamos dinheiro ao FMI !!!!!! Coisa que eu sinceramente nunca imaginaria;

15º Porque as nossas reservas no tesouro passaram de 200 Bi negativos para 260 Bi positivos.

16º Porque existe no orçamento 1,5 Trilhões de reais aprovados e destinados a obras e programas destinados ao
crescimento de nosso país e ao bem estar de nossa nação;

17º Porque muitos compatriotas que passavam fome, hoje podem se alimentar (Fome é uma coisa que só entende quem já a experimentou). Mas qualquer um poderá verifica-la, é só ficar sem se alimentar durante 3 dias;

18º Porque aqui no Nordeste está sendo construído um canal destinado a reduzir a escassez hídrica não só em cidades mas também em muitas áreas rurais (Integração de Bacias);

19º Porque este governo constrói dispositivos rododoviários em tudo que é metrópoles, para o cardápio de hoje temos: Trem-Bala (em projetoSP/RJ), Anel Viário bem adiantado (SP); Suape PE; Barragem de Belo Monte (PA); Criação de diversas universidades e centenas de novos Campi Brasil a fora; duplicação de rodovias em todo o território nacional e mais milhares de outras grandes obras em andamento.

20º Porque o nosso PIB passou de 2,2 Trilhões de Reais para 5,4 Trilhões de Reais;

21º Porque deixamos de ser piolhos de americanos e já conseguirmos tomar as nossas próprias decisões seja em problemas internos ou mesmo internacionais.

22º Porque quando a Dilma vai ao Congresso Nacional, a chamado dos parlamentares ela dá um SHOW diante de uma platéia grande e que se diz tarimbada em detonar figuras importantes do nosso país. (tanto é que o congresso talvez nunca mais solicite a sua presença para prestar informações idiotas e eleitoreiras solicitadas pelo Congresso);

23º Porque sou brasileiro e quero o melhor para o meu país;

24º Porque e neste governo até jazidas monumentais de petróleo são encontradas! E chove tanto que o nordeste fica todo alegre e verde.

25º Porque eu a aprendi a pensar, a não assistir à Globo, e por ter certeza de que o Lula foi o único presidente do Brasil, os demais foram apenas enganadores e falsos estadistas. Além do mais eu gostaria de ver este país de falsos machões sendo governado por uma mulher de ferro.

26º Porque é uma das responsáveis pelo grande desenvolvimento econômico e social de nosso país;

É por estas razões que eu voto em Dilma.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Acreditar na vida

Acreditar na vida

É ...
É ter esperança no amanhã.
Saber que após a noite vem o dia.
Viver intensamente as emoções!
Pular de alegria.
Não invadir o espaço alheio.
Ser espontâneo.
Apreciar o nascer e o pôr-do-sol.
Amar as pessoas incondicionalmente.
Aproveitar todos os momentos...
Fazer trabalho voluntário.
Vencer a depressão!
Confiar na voz da intuição.
Perdoar as pessoas.
Estimular a criatividade.
Não se prender a detalhes.
Brincar como uma criança.
Chorar de felicidade...
Deixar para lá.
Ter pensamento positivo.
Respeitar os sentimentos dos outros.
Rir sozinho.
Saber trabalhar em equipe. Ser sincero.
Encontrar a felicidade nas pequenas coisas.
Entender que somos pessoas únicas.
É dançar sem medo.
Não se apegar a bens materiais.
Respirar a brisa do mar.
Ouvir a melodia suave de uma fonte.
Observar a natureza.
Adorar um dia de chuva.
Ter motivação!
Enxergar além das aparências.
Descobrir que precisamos dos outros.
Esquecer o que já passou.
Buscar novos horizontes.
Perceber que somos humanos.
Vencer a nós mesmos.
Ver a beleza da alma.
Sair da passividade.
Saber que a vida é conseqüência de nossas atitudes...
Não procrastinar as decisões.
Mimar a criança interior.
Deixar acontecer...
Praticar a humildade.
Adorar calor humano.
Curtir as pequenas vitórias.
Viver apaixonado pela vida!
Visualizar só coisas boas.
Entender que há limites.
Mentalizar positivo. Ter auto-estima.
Colocar sua energia positiva em tudo que realizar!
Ver a vida com outros olhos...
Só se arrepender do que não fez.
Fazer parcerias com os amigos.
Crescer juntos.
Dormir feliz.
Emanar vibração de amor...
Saber que estamos só de passagem.
Melhorar os relacionamentos.
Aproveitar as oportunidades.
Ouvir o coração...
Acreditar na vida!

candidato a governador de Minas Gerais, senador Hélio Costa


Belo Horizonte e Região Metropolitana serão o palco da campanha do candidato a governador de Minas Gerais, senador Hélio Costa (PMDB), durante toda a semana que vem. A estratégia é tentar fortalecer o nome do peemedebista onde ele tem menos votos – e tentar barrar o crescimento na região do seu principal adversário, o governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB). Nas agendas, o candidato terá ao seu lado o companheiro de chapa, Patrus Ananias (PT), e o candidato ao Senado Fernando Pimentel (PT), ambos ex-prefeitos da capital mineira e bastante conhecidos na região.

Hélio e Patrus querem ainda uma presença ainda maior do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na campanha, além da participação no programa de televisão. Por enquanto, estaria acertada apenas mais uma visita do petista a Minas, em Governador Valadares ou Juiz de Fora. No início da semana, os candidatos teriam ido até o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, pedir mais espaço na agenda do presidente. Eles também estariam preocupados com a arrecadação da campanha – até agora foram R$ 4,2 milhões do total previsto de R$ 35 milhões.

A estratégia da coligação, a partir da segunda semana de setembro, é separar a agenda dos três candidatos para garantir a representação da coligação Todos Juntos por Minas no maior número de municípios possível: Hélio Costa estará na Zona da Mata e Sul, Patrus no Norte, Mucuri e Jequitinhonha e Pimentel em Belo Horizonte, Região Metropolitana e Central.

Ontem, Hélio Costa percorreu o interior e fez elogios ao presidente durante visita a Diamantina, no Vale do Jequitinhonha. Na terra natal do ex-presidente Juscelino Kubtischek, o candidato comparou a sua gestão à de Lula. “Só JK pode ser comparado ao que o presidente Lula fez por este país. Juscelino mudou o Brasil naquela época e Lula mudou radicalmente o Brasil de hoje. Gestões inovadoras, visionárias”, elogiou. Depois de um comício, o candidato fez corpo a corpo pelo Centro Histórico de Diamantina e participou da inauguração do comitê regional da coligação Todos Juntos por Minas.

Em Janaúba, no Norte, Hélio Costa assegurou que vai destinar mais verbas para a saúde do município. O candidato, que é senador, lamentou a falta de legislação que regulamente o setor, especialmente a Emenda 29, que determina a destinação de 12% da arrecadação do estado para a saúde. “Venho aqui assumir o compromisso de destinar os recursos devidos do estado para a saúde. Sei que hoje falta equipamento, mão de obra e recursos financeiros para manter os hospitais. Essa situação vai mudar em Minas”, prometeu.

Em Porteirinha, também no Norte, Hélio Costa participou de carreata e comício e destacou a implantação de vários telecentros na região, graças a programa do Ministério das Comunicações, que ele comandou até abril. Um grupo de professores ainda entregou pauta de reivindicações ao candidato em Capelinha, no Jequitinhonha. Aos professores, o senador prometeu rever a atual política salarial da categoria e destacou promover o desenvolvimento econômico com atenção diferenciada para as diversas regiões de Minas.

“Nós, em todas as cidades que vamos, temos recebido o apoio de nossas professoras e professores, e, certamente, as suas reivindicações, que passam pela revisão da proposta salarial, que foi apresentada, eu considero, a toque de caixa, para simplesmente acabar com uma greve que se alongava por 45 dias. Nós precisamos rever a posição porque, na verdade, ela não representa o atendimento à expectativa de nossos professores e professoras”, afirmou.
fonte: Jornal Estado de Minas
edição:25 de agosto de 2010

Era uma vez um castelo que valia só R$ 2,4 milhões ...


Era uma vez um castelo que valia só R$ 2,4 milhões ...
Dono de 49% da megaconstrução em estilo medieval localizada na Zona da Mata, avaliada por corretores da região em R$ 40 milhões, deputado Leonardo Moreira declara à Justiça Eleitoral que sua parte no imóvel vale pouco mais de R$ 1 milhão
Alice Maciel e Maria Clara Prates

Leonardo Costa/Esp.EM/D.A Press - 4/2/09

O castelo tem 7,5 mil metros quadrados de área construída, 32 suítes, área de lazer com piscina, cascata e salão de jogos


O Castelo Monaliza, símbolo de um dos mais famosos escândalos políticos dos últimos tempos, volta à cena depois de quase um ano e meio. Ele aparece na declaração de bens do candidato à reeleição a deputado estadual Leonardo Moreira (PSDB), filho do idealizador e construtor, deputado federal Edmar Moreira (PR). Ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Leonardo declara que é dono de parte do imóvel, avaliada, no documento, em apenas R$ 1,176 milhão. Tal cifra, no entanto, corresponde somente a 2,94% do valor de mercado da megaconstrução, erguida em São João Nepomuceno, na Zona da Mata, que pode chegar a R$ 40 milhões, segundo corretores da região. De acordo com registros da Junta Comercial de Minas, o parlamentar mineiro tem 49% das ações do imóvel, registrado como empresa hoteleira.

Uma evidência de que o valor do imóvel foi subestimado é a tentativa de venda, no ano passado, logo após o escândalo, pelo valor de R$ 25 milhões. Na verdade, a propriedade, que parece saída de um conto de fadas, está registrada como Hotel Castelo Monaliza Ltda, com o CNPJ 07905357/0001-68. Segundo registros, além de Leonardo Moreira, que tem 49% das ações, o irmão, o delegado da Polícia Civil de São Paulo Júlio Moreira, possui o mesmo número de cotas, o que totaliza o valor de R$ 2,352 milhões da construção, considerando a declaração feita pelo deputado à Justiça Eleitoral. Os 2% restantes estão registrados em nome de um ex-cabo eleitoral dos Moreira Reginaldo Frutado de Carvalho, que trabalhou para a família durante a eleição de 2006 e se desligou já em 2007. Carvalho garante hoje desconhecer a existência de sua participação no castelo, que seria de R$ 48 mil, com base nos mesmos dados. No total, o imóvel teria o valor de R$ 2,4 milhões.

Carvalho, que é farmacêutico e hoje tem uma drogaria em Rio Pomba, na Zona da Mata, explicou que foi convidado a participar de um empreendimento hoteleiro que não teria tido sucesso e, por isso, se surpreende ao ser informado da sua participação no hotel castelo, fundado em 23 de março de 2006 e ainda ativo. “Existia um projeto de transformar o espaço em um futuro hotel, mas ele não foi para a frente. Eu cheguei a assinar um papel como sócio minoritário, mas me desliguei da família em 2007 e não tive mais notícias. Para mim, esse castelo estava fechado”, disse.

Ainda hoje, a empresa hoteleira consta em registros como ativa e o castelo continua à venda desde o ano passado. A corretora Jussara Fagundes, da Corretores e Associados, de Curitiba, e responsável pela venda do imóvel, se recusou a informar o valor exigido na transação. “Não estou autorizada a passar qualquer informação sobre o castelo Monaliza sem uma carta de intenções de compra”, afirmou.

Estilo Medieval O castelo está localizado no distrito de Carlos Alves, vilarejo de pouco mais de 1 mil habitantes e 300 casas. De estilo medieval, tem 7,5 mil metros quadrados de área construída, 32 suítes, com quatro cômodos: quarto, sala de estar, closet e banheiro. O castelo foi equipado, ainda, com uma cozinha industrial capaz de atender 200 pessoas, dois elevadores, sistema de aquecimento central, uma capela e um anexo de lazer, com sauna, salão de jogos e de ginástica . As 275 janelas são de sucupira, e as escadarias são de granito escuro, a piscina tem cascata, fontes e espelhos d’água. Há também uma adega subterrânea climatizada, com capacidade para 8 mil garrafas.

Questionado sobre o valor do castelo declarado à Justiça Eleitoral, o deputado Leonardo Moreira disse: “O que eu tenho a informar está declarado à Receita Federal do nosso país e à Justiça Eleitoral do nosso estado”. Além de se recusar a comentar o caso, Leonardo Moreira ameaçou mover uma ação contra o jornal, caso se sentisse prejudicado pela publicação, encerrando qualquer possibilidade de diálogo.
Fonte :Jornal Estado de Minas
edição:Quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Costureiro errou


http://blogs.estadao.com.br/advogado-de-defesa/costureiro-errou-exija-seus-direitos/

Costureiro errou? Exija seus direitos
5 de janeiro de 2010 | 23h34 | Tweet este PostCategoria:
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A formatura é um dos dias mais esperados pela maioria dos estudantes. E, no caso das mulheres, a preparação para a festa inclui um detalhe muito importante: o vestido.Daniela Pimentel se formou em contabilidade há pouco tempo e, como a maioria das formandas, foi a um costureiro meses antes do grande dia para fazer a encomenda. Porém, o resultado não ficou como o esperado.

“Levei a foto do vestido que vi em uma revista para um costureiro de bairro, que havia sido indicado por uma prima. Ele se comprometeu a fazer um vestido exatamente igual, mas, em vez disso, entregou um totalmente diferente”, conta Daniela.

De acordo com Polyanna Carlos da Silva, advogada da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), para essas ocasiões, mesmo que a costureira seja pessoa física e de confiança, é fundamental que um contrato seja celebrado entre as partes. “Pode ser um documento feito a mão, mas que tenha os dados e a assinatura da contratante e da costureira, além do maior número de detalhes possível sobre o serviço, como forma de pagamento e prazos estabelecidos”, diz.

O contrato será importante se a consumidora lesada quiser acionar a Justiça, por exemplo. “Com toda a negociação registrada, fica mais fácil provar diante do juiz, que o resultado realmente não foi o combinado”, explica Valéria Cunha, assistente de direção do Procon-SP.
Daniela Pimentel conta ainda que, além de o vestido não ter ficado como ela queria, ainda ficou pronto dias antes da formatura. “Como não dava mais tempo de mandar fazer outro vestido, tive de comprar um já pronto às pressas.”

Nesse caso, além de ter direito de receber de volta o dinheiro que gastou com a mão de obra, com o tecido do vestido mal feito e com aquele que comprou depois, Daniela ainda poderia pedir indenização por danos morais.

“Como a formatura é uma ocasião especial e, muitas vezes, única, a consumidora pode acionar um Juizado Especial Cível e exigir indenização por dano moral, pois foi obrigada a passar por transtornos”, diz Polyanna, da Pro Teste.

“De um modo geral, a orientação é: escolha uma costureira com antecedência e não esqueça de detalhar as condições do serviço no contrato. Se algo sair errado, reclame. Não é por que a costureira é pessoa física que não tem de respeitar o Código de Defesa do Consumidor. Afinal, é uma prestação de serviço como qualquer outra”, acrescenta Polyanna

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O famoso “mau olhado

Mau olhado

O famoso “mau olhado” como é conhecido popularmente.É uma realidade. Há pessoas que ao olharem ou se interessarem por uma criança, uma planta ou animal, lançam sobre esses objetos do seu interesse uma carga magnética mais ou menos pesada. A criança assim atingida apresenta-se apática e pode até adoecer. Esse efeito é popularmente chamado “quebranto”. Os animais e plantas atingidos por essa energia incompatível tornam-se sem viço e podem até morrer se a carga for deveras pesada e não retirada a tempo. As benzedeiras e rezadeiras utilizam-se de elementos da natureza e de suas próprias forças espirituais e mentais para limpar o campo energético de seus pacientes, proporcionando-lhes curas que a ciência médica não consegue explicar.

A energia psíquica ou “psicoenergia” positiva, neutra ou negativa é gerada pela mente e pelas emoções das pessoas. A mente recebe ou cria idéias e imagens e a emoção vibra dando-lhes força. Essas imagens são formas energéticas, vivas e atuantes, impregnando os ambientes onde são geradas, assim como também aquelas para onde são enviadas pelo pensamento, ou atraídas pela sintonia.

A energia psíquica ou “psicoenergia” positiva, neutra ou negativa é gerada pela mente e pelas emoções das pessoas. A mente recebe ou cria idéias e imagens e a emoção vibra dando-lhes força. Essas imagens são formas energéticas, vivas e atuantes, impregnando os ambientes onde são geradas, assim como também aquelas para onde são enviadas pelo pensamento, ou atraídas pela sintonia.

Alguns recursos podemos utilizar para nos liberar de energias negativas:exercícios ao ar livre, caminhadas à beira-mar ou em meio à vegetação, que também servem como indução para melhorar o estado de espírito, gerando energia positiva, há muitos outros como a prece, leituras de elevado teor espiritual, exercícios de relaxamento e visualizações positivas, ouvir música relaxante, etc. São ações que elevam a freqüência vibratória e com isso, eliminam parte ou mesmo totalmente as energias incompatíveis.

PARA EVITAR MAU-OLHADO

Esta é, sem dúvida, uma das simpatias mais populares, cujos registros constam em todos os documentos antigos e modernos sobre o assunto e é passada de boca em boca pelas pessoas amigas.

O mau-olhado é algo impressionante que pode atacar qualquer pessoa a qualquer momento. Assim, o ideal é fazer a simpatia que vem a seguir, sempre que você voltar para casa no fim do dia e não for sair de novo. Se for sair, deixe para fazê-la quando retornar.

É simples. Pegue sete galhinhos de arruda e coloque-os para ferver em três litros de água, juntamente com um punhado de sal grosso. Quando a água ferver, espere sete minutos e desligue o fogo.

Amorne essa água e lave seu corpo, do pescoço para baixo. Espere sete minutos, depois continue seu banho normalmente. Faça isso diariamente, tornando isso um hábito. O ideal será você ter uma floreira um vasos com arruda em sua casa.

PARA AFASTAR OLHO-GORDO

Tem gente cujo ciúme e cuja inveja são tão grandes que elas se comprazem em destruir tudo aquilo que não podem ter, inclusive uma planta florida ou viçosa, vista num jardim ou numa casa.

Muitos afirmam que isso é feito muitas vezes inconscientemente. Por essa razão, a sabedoria popular ensina uma simpatia muito fácil de ser feita para proteger suas plantas do olho gordo. Proteção que pode, inclusive, servir para uma árvore frutífera, tanto quanto para uma pequena orquídea de vaso, afastando essas cargas negativas de energia.

No primeiro dia da Lua Cheia, logo pela manha, pegue três pregos, proporcionais ao tamanho de sua planta, lave-os em água benta, depois enterre-os de cabeça para baixo ao redor de sua planta, de maneira a formarem um triângulo eqüilátero, isto é, com os lados iguais.

Deixe até a próxima Lua Cheia, quando esses pregos devem ser retirados e atirados em água corrente. Coloque novos pregos ao redor de sua planta, conforme ensinado acima.



PARA FORÇAS NEGATIVAS

Há, girando no éter, toda sorte de forças negativas, nas formas mais inesperadas e surpreendentes. Contra elas, é preciso muita fé e muita oração. As Simpatias Populares, no entanto, encontraram há muito tempo um remédio contra esse tipo de coisa, utilizando-se a força de uma planta que é, reconhecidamente, uma das mais poderosas e surpreendentes já conhecidas: o alho.

Para manter longe de sua casa todo tipo de mau-olhado, inveja, ciúme, ziquizira e tudo o mais, crave um prego sem cabeça atrás das portas e janelas de sua casa, espetando nele um dente de alho. Se sua casa tem vitrôs, crave o prego na parede logo acima do centro deles.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Entenda a decadência do PIG



Entenda a decadência do PIG
Blog da cidadania :Eduardo Guimarães

Nos mais de 1300 dias decorridos desde a segunda posse de Lula na Presidência, cada um deles foi dedicado pela mídia (Globo, Folha, Veja, Estadão e ramificações) à destruição da imagem de seu governo, com uma sucessão de campanhas acusatórias nos veículos de comunicação supra mencionados, compreendidos por televisões, rádios, jornais, revistas e portais de internet.

Uma busca no Google das palavras “Dilma, governo Lula, dossiê, FHC”, por exemplo, redunda em 603 mil resultados. Essas palavras remetem ao pseudo dossiê que o PT teria feito sobre os gastos de FHC com despesas da família presidencial durante o governo tucano.

O leitor pode escolher qualquer um dos muitos escândalos forjados e alardeados pela mídia desde que Lula chegou à Presidência e usar palavras-chaves do assunto para buscar no Google que encontrará centenas de milhares de matérias da grande mídia, todas elas dando de barato que Lula, Dilma ou o PT eram realmente culpados.

Como se não fosse suficiente, neste ano passaram até a falsificar pesquisas eleitorais para tentar eleger José Serra, que, desde que disputou a eleição presidencial de 2002 com Lula, converteu-se em um novo Fernando Henrique Cardoso, o político que, antes de Serra, foi o que teve mais meios de comunicação a seu serviço desde que decidiu disputar a Presidência da República em 1994.

O governo FHC foi uma época de escuridão da democracia brasileira. Ao poder do Estado, somou-se o Quarto Poder, o poder discricionário de uma imprensa que criava crises ininterruptas para os adversários do PSDB, estivesse o partido no governo ou na oposição.

Esse fenômeno foi desencadeado pela anomalia que, em pleno século XXI, mantém o Brasil como o sétimo país mais desigual em um mundo com cerca de duas centenas de Estados soberanos. É o fenômeno pelo qual uma elite de ascendência indo-européia se tornou dona de pelo menos 30% do PIB. Uma elite que não congrega mais do que cinco mil famílias, conforme detectou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea.

Esse poder de uma elite étnica e geográfica ganhou nova roupagem a partir de meados do século XX graças ao fenômeno da comunicação de massas, que, diante da inevitabilidade da democracia, permitiu àquelas elites direcionarem o voto popular.

Esse processo de utilização da imprensa como arma da aristocracia dominante para eleger governos submissos chegou ao ápice em 1964, com um golpe militar forjado nas páginas dos mesmos Globos, Folhas, Vejas e Estadões já mencionados. Golpistas e imprensa atuaram em absoluta consonância para destituir um governo legitimamente eleito e implantarem uma ditadura de vinte anos no Brasil.

No pós-redemocratização, a partir de 1989, com a primeira eleição legítima para presidente da República em mais de duas décadas, o poder midiático novamente continuou elegendo seus candidatos até 1998, quando o candidato de plantão da elite indo-européia, Fernando Henrique Cardoso, praticou um dos maiores estelionatos eleitorais da história, que, inclusive, quatro anos depois sepultou o poder daquela elite de eleger governos nacionais.

FHC elegeu-se em 1998 prometendo manter o dólar valendo cerca de R$ 1,20 e pregando que, se Lula vencesse, desvalorizaria uma moeda que já não valia mais nada em meio a um processo de destruição econômica do país, o qual o mesmo FHC endividaria até o pescoço com o FMI, o Clube de Paris e o governo americano no ano seguinte.

A mídia supra descrita passou 1998 inteiro referendando o discurso tucano e fustigando a oposição petista. Inventaram mais um escândalo para Lula, referente a propina que teria recebido na forma de um automóvel Ômega, e pregando que sua eleição traria de volta uma inflação que já voltava sozinha por conta da débâcle econômica do país.

Ao fim do segundo governo tucano, a população assistiu, bestificada, a uma mídia que se calava enquanto o país, além da crise econômica, mergulhava em um racionamento de energia draconiano que multiplicou várias vezes as contas de luz e fez indústrias irem à beira da falência por falta de energia para produzir.

A partir dali, a mídia perdeu o poder de conduzir o eleitorado como gado. Passou 2002 inteiro repercutindo o discurso do medo de José Serra, com George Soros dizendo que era “Serra ou o caos” e tudo mais, mas o povo deu uma descomunal banana para Globos, Folhas, Vejas, Estadões e penduricalhos e elegeu o primeiro presidente oriundo do operariado.

Ocorre que esse poder aristocrático formado pela promiscuidade entre a elite indo-européia, a imprensa e o Estado acabou sofrendo uma sangria de recursos muito grande a partir da eleição de Lula. FHC doou aos grupos de comunicação já mencionados parte da roubalheira da privataria tucana nas comunicações e lhes entregava verbas públicas à farta. Lula pôs um freio no escândalo.

De 500 veículos de comunicação que dividiam toda a descomunal verba de publicidade oficial até 2002, hoje essas verbas são distribuídas a mais de cinco mil veículos – e acho que esse número pode estar defasado. Diante disso, a mídia que descrevi desencadeou uma guerra contra o governo Lula e, depois, contra a sua candidata a sucedê-lo.

Também porque a mídia precisa ter o que vender aos políticos de direita – se não tiver poder para influir nos processos eleitorais, não terá como barganhar para que o governo de São Paulo, por exemplo, compre milhares de assinaturas de uma Folha ou de um Estadão ou os livros escolares de geografia com mapas contendo dois Paraguais como os que a Veja editou e vendeu a Serra nos últimos anos, durante o seu mandato de governador.

Pela terceira vez no século XXI, Globos, Folhas, Vejas e Estadões vão perdendo uma eleição presidencial junto com um seu candidato tucano. Aliás, a preocupação com essa enorme derrota já está produzindo efeito. Com exceção da Globo, que continua tentando eleger Serra, os outros parecem estar desembarcando de sua candidatura como se nunca a tivessem integrado.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Bruno Moser Nunes em resposta a um comentário de um eleitor de SERRA


Bruno Moser Nunes em resposta a um comentário de um eleitor de SERRA.

Olha .......todos temos nossas próprias opiniões e convicções, mas o respeito é ótimo, amigo, e todo mundo adora. Mas vamos tentar desmistificar algumas coisas, porque a meu ver, você está muito mau-informado sobre a ditadura.

A Dilma não l...utava pra implantar coisa alguma. O Brasil, no governo Goulart, foi membro signatário do Movimento dos Países Não Alinhados, que assim como outros mais de 100 países, preferiu se manter NEUTRO diante da Guerra Fria, sem aderir aos reclames da URSS nem dos EUA. Então, esse papo manipulado da direita e do Partido da Imprensa Golpista (PIG), de dizer que Goulart queria estabelecer uma ditadura de esquerda é a maior falácia, pra qualquer pessoa que pesquise a história da ditadura a fundo, e a maior desculpa esfarrapada pra legitimar a entrada dos militares de forma inconstitucional no poder. Coloquei antes de ontem uma foto da capa do O Globo (o mesmo jornal de onde você deve ter tirado essas ideias estapafúrdias), manipulando a notícia do primeiro dia do regime militar, que dizia que Goulart havia "fugido do país" huahahah JAMAIS. Goulart foi EXPULSO do país, isso sim.

E aí, tiveram aqueles que preferiram fugir de verdade, como seu querido candidato "humilde e pobre" Serra, que foi pro Chile estudar e depois recebeu ajuda da CIA pra ir pros EUA quando os americanos invadiram o Chile pra acabar com Allende (o primeiro governo latinoamericano socialista democraticamente eleito). Mas a minha candidata não. A minha candidata ficou e lutou. Preferiu ser presa, torturada do que fugir. Ela foi criada em berço de ouro, poderia ter tranquilamente se tornado uma socialite ou patricinha, mas preferiu a luta política pelos mesmos ideais que os outros candidatos. A diferença é que ela não fugiu. E antes que fales mais besteiras, sugiro que observes que estávamos em um momento (1964-1988) no qual o Estado democrático de direito NÃO EXISTIA, ou seja, estávamos literalmente em guerra civil. E te recomendo uma bela leitura sobre o por que do surgimento dos movimentos armados em toda a América Latina, porque em resumo, eles lutavam contra essas ditaduras todas, que foram implantadas no continente pelos EUA ou sob sua orientação e financiamento. Não se esqueça que no Brasil, o regime militar foi imposto sob pressão dos navios de guerra estadunidenses arribados em nossos portos com canhões apontados pra nós.

Ou seja, não me venha com discursinhos prontos da Veja e dessa mídia suja, ou de políticos de caráter que agora se faz duvidável, como o Gabeira. O Gabeira sim, é alguém que teve os ideais completamente distorcidos, porque agora se aliou aos mesmos grupos políticos da ditadura, que hoje estão infiltrados no PSDB e principalmente no DEM. E ele, que era tão "liberal" e "ambiental" está dando apoio ao governo que mais desmatou florestas no Brasil nos últimos 20 anos.

E concordo contigo em um ponto: Dilma não é Lula e Serra não é FHC. E aí é que está a questão central dessas eleições: não estamos apenas votando na Dilma ou no Serra. Estamos votando em projetos, propostas e sobretudo, modelos de desenvolvimento. Estamos votando em alianças de interesses. E nessa balança, a Dilma vai esmagar todos os outros, porque é a única que está oferecendo um projeto realmente coeso institucional e socialmente, que contempla reivindicações de milhares de instituições financeiras, movimentos sociais, sindicatos, organizações da sociedade civil, ONGs e ONGIs, MST, CUT, países latinoamericanos e do resto do mundo (que eu tenho certeza que a preferem) etc; Votar na Dilma é essencial pra garantir a estabilidade geopolítica do mundo, que o Brasil vem tentando, com muito sucesso, reequilibrar.

Por fim, sobre os modelos de desenvolvimento:

FHC-SERRA: NEOLIBERAL (ortodoxia)

* Tipo de câmbio fixo, baixo e com abertura indiscriminada.
* Déficit fiscal estrutural.
* Lógica de endividamento crescente.
* Políticas de subsidio à importação.
* Liberalização financeira e fuga de capitais (economia virtual).
* Destransnacionalização e concentração de renda.
* Modelo especulativo, desfinanciamento da economia.
* Crescimento com desemprego e com aumento da pobreza e da indigência.
* Falta de sustentabilidades: fiscal, social e política, do modelo, que levaram à crise estrutural de 2001.

LULA-DILMA: NEODESENVOLVIMENTISTA-PRODUTIVO

* Recuperação do papel ativo do Estado. Estímulo a um projeto de crescimento econômico com inclusão social.
* Recuperação do papel regulador do Estado. Do controle do destino nacional. Melhora da arrecadação e do superávit fiscal.
* Política de melhora do salário do setor formal e da negociação laboral.
* Recuperação da problemática do emprego de qualidade e da previsão social solidária.
* Crescimento impulsionado por: tipo de cambio alto, consumo interno, exportações de commodities, superávit primários, reservas internacionais do Banco Central.
* Neokeynesianismo: estímulo a obras públicas. Investimento público em Pequenas e Médias empresas.
* Requalificação do emprego.
* Enfoque nas pequenas e médias empresas
* Modelo de inclusão solidária.
* Consenso regional antineoliberal.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Uma mídia e dois países


Uma mídia e dois países - por Ayrton Centeno

Tempos atrás, Luis Fernando Veríssimo especulou sobre o que pensariam alienígenas que chegassem à Terra após uma hecatombe nuclear e só encontrassem, como vestígio da civilização anterior, uma bic...icleta ergométrica. Quebrariam a cabeça tentando interpretar o mundo e a vida através daquele aparato com pedais que não levava a lugar algum. A metáfora pode ser transportada para o Brasil de 2010.

Aqui, um passar de olhos pelos grandes jornais, cadeias de rádio e TV fotografa um país imerso em escândalos que pipocam como catapora e haverão de nos tragar a todos para o mais profundo dos abismos; um Estado que torra dinheiro público pilotado por um presidente rude, simplório e analfabeto, um amigo de ditadores que nos faz passar vergonha, não sabe o seu lugar e nos deslustra além-fronteiras.

Neste país, ler os diários é um convite ao lexotan e um perigo para a saúde dos dentes, cujo rilhar nos remete ao bruxismo. Os escândalos ou subescândalos saltam já embalados de uma linha de montagem fordista: Gamecorp, dólares de Cuba, aloprados, tapiocagate, Farc, Lina Vieira, grampo no STF, estado policial, dossiê da Casa Civil, CPI do MST, compra de aviões, Petrobrás, neoaloprados etc e adquirem uma dimensão, independentemente da sua gravidade ou não, extraordinária.

Mas são produtos perecíveis, efêmeros na era da descartabilidade. É de sua natureza. Os mais taludos rodam uma, duas, talvez três semanas, cumprem o percurso tradicional Veja-Folha-Globo-Estadão-Rede Globo, perdem as asas e se esvaem na sua irrelevância. Veio aquele da menina Mantega – que, ao menos, teve o dom de nos iluminar os olhos por alguns instantes – para infelizmente esmaecer e murchar em um par de dias. O mais recente atende por “dossiê da Previ”. Terá seus 15 minutos de ribalta antes de ser remetido ao limbo. Logo mais um virá substituí-lo.

Porém, há outro país ausente da mídia

Nele há progresso no campo e na cidade, perceptível nas conversas, nas estatísticas oficiais ou não, no ritmo da economia, nos levantamentos sobre produção, vendas, emprego, safras, salários, crédito, matrículas e no retorno das políticas sociais. E seu presidente rude, simplório e analfabeto ostenta maior popularidade do que qualquer outro cidadão que já sentou na cadeira que ele ora aquece. Uma popularidade confirmada em todo o mundo, forjada através de sua capacidade de diálogo e de seu carisma e de uma diplomacia sem genuflexão e com um protagonismo planetário inédito em cinco séculos.

O primeiro dos dois países é um apocalipse mental. Conforta os 5% da população que querem ser confortados por esta ficção de horror. Resulta da amargura da mídia hegemônica da qual emana uma contrariedade que, não raro, azeda em claro rancor. É a opinião publicada que transborda dos editoriais, assalta as manchetes e infecciona o noticiário.

Uma característica marcante da opinião publicada é lixar-se para a opinião pública. Esta, que habita o segundo país, ultimamente tem dado o troco: passou a lixar-se para a opinião publicada. E boa parte da opinião pública começa a olhar enviesado para a opinião publicada. Percebe-a como uma geringonça bizarra, deslocada no tempo e no espaço, tão útil para quem deseja se movimentar, andar para a frente e para o futuro quanto uma bicicleta ergométrica...

Fonte: Brasília Confidencia

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

origem da expressão popular dos mineiros, UAI:


REPASSO á mineirada e os não mineiros. Oceis sabiam disso??

Na Revista do Correio, do jornal Correio Braziliense, de 18/01/2009, Marcio Cotrim publicou resposta a um pedido de leitor sobre a origem da expressão popular dos mineiros, UAI: "

Segundo o odontólogo Dr. Silvio Carneiro e a professora Dorália Galesso, foi o presidente Juscelino Kubitschek que os incentivou a pesquisar a origem. Depois de exaustiva busca nos anais da Arquidiocese de Diamantina e em antigos arquivos do Estado de Minas Gerais, Dorália encontrou explicação provavelmente confiável. Os Inconfidentes Mineiros, patriotas, mas considerados subversivos pela Coroa Portuguesa, comunicavam-se através de senhas, para se protegerem da polícia lusitana. Como conspiravam em porões e sendo quase todos de origem maçônica, recebiam os companheiros com as três batidas clássicas da Maçonaria nas portas dos esconderijos. Lá de dentro, perguntavam: quem é?, e os de fora respondiam: UAI -as iniciais de União, Amor e Independência. Só mediante o uso dessa senha a porta seria aberta aos visitantes. Conjurada a revolta, sobrou a senha, que acabou virando costume entre as gentes das Alterosas. Os mineiros assumiram a simpática palavrinha e, a partir de então, a incorporaram ao vocabulário cotidiano, quase tão indispensável como tutu e trem.. Uai, sô..."

Uma outra explicação que corre Brasil afora, é que veio da palavra inglesa : WHY (idioma dos engenheiros que vieram construir as ferrovias e extrair ouro nas minas)

Compadre esquisito...caipira da hora!

Caboclo cheio de querer falar bonito, me aparece aqui no rancho falando esquisito, depois com muito custo, comecei a entender as gírias do cidadão. Curioso com o jeito da prosa, anotei algumas:

1 – Prosopopéia flácida para acalentar bovinos.(Conversa mole pra boi dormir);
2 – Colóquio sonolento para bovino repousar.(História pra boi dormir);
3 – Romper a face.(Quebrar a cara);
4 - Creditar o primata.(Pagar o mico);
5 – Inflar o volume da bolsa escrotal.(Encher o saco);
6 – Derrubar, com a extremidade do membro inferior, o suporte sustentáculode uma das unidades de proteção solar do acampamento.(Chutar o pau da barraca);
7 – Deglutir o batráquio.(Engolir o sapo);
8 – Derrubar com intenções mortais.(Cair matando);
9 - Aplicar a contravenção do João, deficiente físico de um dos membros superiores.(Dar uma de João sem braço);
10 -Sequer considerando a utilização de um longo pedaço de madeira.(Nem a pau);

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Uma alma chamada Ana Maria

"Tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras; sou irritável e piro facilmente; também sou muito calma e perdôo logo; não esqueço nunca; mas há poucas coisas de que eu me lembre; sou paciente, mas profundamente colérica, como a maioria dos pacientes; as pessoas nunca me irritam mesmo, certamente porque eu as perdôo de antemão; gosto muito das pessoas por egoísmo: é que elas se parecem no fundo comigo; nunca esqueço uma ofensa, o que é uma verdade, mas como pode ser verdade, se as ofensas saem de minha cabeça como se nunca nela tivessem entrando? Tenho uma paz profunda, somente porque ela é profunda e não pode ser sequer atingida por mim mesmo; se fosse alcançável por mim, eu não teria um minuto de paz; quanto a minha paz superficial, ela é uma alusão à verdadeira paz; outra coisa que esqueci é que há outra alusão em mim - a do mundo grande e aberto; apesar do meu ar duro, sou cheia de muito amor e é isso o que certamente me dá uma grandeza...”Clarice Lispector

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O povo cresceu, tem um lider que é o Lula.



O Bonner e a Fátima, são pagos pela rede Globo,com a missão de bater sempre no governo,para receber grandes valores.
Ideologicamente são da direita,para mostrar serviços para a família Marinho,que fez fortuna em cima dos Diários Assoc...iados e da Manchete.
O período dos militares, eles nomeavam,ministros e até presidente do Banco Central.
Naquele período,o povo tínha medo deles, agora não.
O povo cresceu, tem um lider que é o Lula.
Não tem dinheiro,televisão e nem rádios que possam iludir novamente o povo unido.
O Serra, e os partidos que o acompanham,estão morrendo,vão sumir em poucos anos.
A Globo, deve bilhões de dólares, uma parte é junto ao BNDES.
Não tenha medos, nós temos um poder maior qu eles, é o comandante
maior que tem a maioria do povo ao seu lado.
O Brasil é outro.
Vamos fazer maioria dos governadores, senadores e deputados federais,com isto, a Globo,Veja, Datafolha, Estadão e RBS, não poderão colocar a faca no peito da Dilma,ela terá a caneta nas mãos.
Não adiantou eles tentarem forçar a barra pra cima da Dilma, ela esquivou das perguntas maldosas e soube conduzir com elegancia.
Dia 17 está chegando,não tenha medos, pode confiar na nossa corrente:
Lula, Dilma,Temer, Helio Costa, Tarso Genro, Eduardo Campos, Cid Gomes, Jackes Wagner, Casagrande, Cabral e nos outros que nem preciso sitar, para não ficar muito grande.
Um abraço!
Sds.Osmar Gazzoni Basos

Não me dêem fórmulas certas,

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!
Clarice Lispector

A pegadinha do Serra desmoralizada


E o candidato do casal 20 & cia foi mais uma vez desmascarado.

A pegadinha do Serra desmoralizada
Publicado em 09-Ago-2010
Lúcia Adélia Fernandes

Vocês viram no primeiro debate dos presidenciáveis na Band...
Vocês viram no primeiro debate dos presidenciáveis na Red...e Band na 5ª feira da semana pp. quando o candidato tucano José Serra (PSDB-DEM-PPS) acusou, levianamente, o governo de ter cortado ajuda financeira para os alunos das Associações de Pais e Amigos dos Portadores de Necessidades Especiais (APAEs).

Foi mais uma daquelas pegadinhas típicas de candidato sem programa, discurso, metas e rumos para o país, jogadas inesperadamente para confundir o telespectador e mais ainda o adversário que não espera o assunto desmembrado de um contexto em que seja tratado de forma mais ampla.

Pois bem, a pegadinha do Serra está desmoralizada. Em nota oficial , o Ministério da Educação (MEC) explica que foram destinados às APAEs cerca de R$ 293 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) para o atendimento a 126.895 alunos portadores de necessidades especiais.

O Ministério também esclarece que o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (FUNDEF), este criado no governo FHC/Serra, “não destinava verba para essas instituições”. Isso mesmo, no governo deles não havia verba para elas. O que derruba por terra a afirmação do tucano, em que pese a encenação e o ar compungido e de tristeza com ele levou ao ar a pegadinha contra Dilma.

Segundo o MEC, “o crescimento na quantidade de estudantes com deficiência que estudam em classes regulares é resultado da política do Ministério da Educação a favor da inclusão". Além disso, cita a nota, "o apoio técnico e financeiro do MEC permite ações como a adequação de prédios escolares para a acessibilidade, a formação continuada de professores da educação especial e a implantação de salas de recursos multifuncionais”.

Esclarecimentos feitos, o que sobra de mais essa armação tucana?

Bruno Moser Nunes
Fala sobre a entrevista da Dilma ao casal nojento do JN

.... essa entrevista, fica claro que o PiG (Partido da Imprensa Golpista) sabe que vencer essas eleições está sendo praticamente impossível e vai usar todas as suas armas fantasiosas, fictícias, gananciosas, possíveis e impossíve...is, como fez (e que não é novidade pra ninguém), quando elegeu Collor, na década de 90, ao manipular discursos e aparições públicas do Lula, que garantiram aquele memorável direito de resposta do Brizola.
Mas não vai adiantar...pode vir Bonner, Miriam Leitoa, Alexandre Garcia, Noblat, e toda essa galera fedida...essa não é a eleição do mais querido ou do mais inteligente. É a do melhor projeto de Brasil.
E nesse sentido, Lula não foi um presidente qualquer. Ele promoveu um verdadeiro fenômeno político no país, e quem faz uma leitura ampla (e olha que nem precisa ser tão ampla assim), percebe por onde devemos seguir pra continuar avançando.
Resumindo: é o Estadista GLOBAL contra o PIG.
Eu não me engano. Muito menos com discursinhos hipócritas e vitimados da medrosa Regina Duarte"

Lula pede voto para Dilma em BH


Lula pede voto para Dilma em BH
Presidente participa de comício na Praça da Estação, no qual são esperadas milhares de pessoas. Antes, em evento oficial, ele inaugura uma universidade pública em Divinópolis
Ezequiel Fagundes

Com um nível de popularidade histórico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia hoje a sua participação na campanha eleitoral no segundo maior colégio eleitoral do país participando à noite de um comício na Praça da Estação, em Belo Horizonte. Antes, na parte da tarde, em evento oficial de governo, Lula participa da inauguração de uma universidade pública em Divinópolis, na Região Centro-Oeste do estado. Em função da legislação eleitoral, a presidenciável petista Dilma Rousseff só vai colar em Lula durante o comício em BH. O vice-presidente José Alencar (PRB) não vai participar dos eventos de campanha.

A menos de dois meses das eleições, Dilma deve fazer pelo menos 11 visitas em macroregiões do estado além de marcar presença em outros eventos de campanha que serão realizados em cidades históricas. A ideia dos petistas é apresentar uma proposta de desenvolvimento para o estado, com foco nas particularidades de cada região. Sobre a participação de Lula, a proposta inicial previa cinco vindas do presidente em Minas. No entanto, ele deve vir em três ou quatro oportunidades. Além de BH, Lula deve ir a Juiz de Fora e Uberlândia.

Enquanto Lula segue direto para o interior, Dilma vai desembarcar na capital no início da tarde. Por volta das 15h30, a candidata participa de um corpo a corpo da Praça Sete, no Centro, junto a apoiadores da campanha. Em seguida, a candidata vai tomar cafezinho no Café Nice, tradicional ponto de discussão política da cidade e destino certo de candidatos durante as eleições.

Coordenador da campanha de Dilma em território mineiro, o ex-ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome Patrus Ananias, candidato a vice-governador pela coligação “Todos Juntos Por Minas”, declarou ontem que Lula vai entrar de cabeça na campanha mineira. Patrus, entretanto, afirmou que, por causa da extensa agenda presidencial, não dá para prever quantas vezes Lula estará disponível para participar da campanha em Minas.

“A proposta é que a ministra Dilma venha quantas vezes for preciso. Minas tem uma importância enorme para a candidatura da ministra Dilma. O presidente Lula está totalmente engajado e comprometido com a campanha de Minas. Agora, a participação dele vai depender da sua agenda.”, declarou Patrus.

RECURSOS O ex-ministro fez questão de realçar os recursos investidos por Lula em Minas Gerais. De acordo com ele, apenas por meio do Ministério de Desenvolvimento Social o governo petista aplicou R$ 3,7 bilhões em 12 meses. O recursos foram repassados para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Minha Casa Minha Vida e o Luz para Todos, considerados vitrines do governo petista. “O governo do presidente Lula tem uma marca, e nós queremos aperfeiçoar esta marca em Minas. Ele (governo de Lula) significa um divisor de águas”, destacou Patrus.

Estrategistas da campanha da candidata do PT, Dilma Rousseff


Maior controle sobre ações estratégicas
Estrategistas da campanha da candidata do PT, Dilma Rousseff, pretendem criar cargos de assessores diretos do presidente para tratar da segurança e da economia, como nos EUA
Tiago Pariz

Marcos Paulo/AE

Dilma esteve na Rocinha para gravar o programa eleitoral gratuito



Brasília – A campanha da candidata do PT, Dilma Rousseff, estuda uma proposta de reformulação de algumas atribuições da Presidência da República. A ideia é ter controle direto sobre questões estratégicas como segurança pública e economia, criando cargos de assessores seniores. A proposta é inspirada no modelo dos Estados Unidos, em que se dispõe de conselhos e escritórios específicos com responsabilidade de fornecer informação ao presidente. Na hierarquia do governo, os auxiliares ficam abaixo dos ministros e têm função consultiva e não propositiva de políticas públicas.

A proposta de criar um assessor para segurança pública na Presidência tem como objetivo mostrar o comprometimento de Dilma com o combate e repressão à criminalidade. Além disso, há componente político de contraponto à sugestão do candidato do PSDB, José Serra, que disse que, se eleito, criará o Ministério da Segurança Pública. Dilma apresenta como uma de suas bandeiras enfrentar a expansão do crack. O órgão consultivo seria incluído nas ações da Presidência.

Outra medida para diminuir a expansão da droga seria dar ao Ministério da Justiça a incumbência de tocar a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), hoje no Gabinete de Segurança Institucional. Essa ideia é antiga no governo Lula. O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos tentou deixar a Senad sob sua responsabilidade, mas esbarrou nos militares. O coordenador-geral da campanha de Dilma, José Eduardo Dutra, confirmou que a ideia foi apresentada, mas ainda não se discutiu o formato.

Estrategistas da campanha de Dilma gostariam de emplacar também um assessor para Assuntos Econômicos. Os dois se juntariam a um posto já existente, o assessor para Assuntos Internacionais. Esta cadeira é ocupada por Marco Aurélio Garcia, que tem Lula como função auxiliar em questões da América Latina. Dutra é contra a criação de um cargo de assessor para Assuntos Econômicos. “Já temos o Ministério da Fazenda para isso”, afirma.

A movimentação da campanha de Dilma se espelha no modelo norte-americano, mas ainda está longe de ser igual. Na Casa Branca funcionam conselhos de assessores para assuntos econômicos, qualidade ambiental, segurança nacional, administração, orçamento, política de controle de drogas, ciência e tecnologia e representante de comércio exterior. Nenhuma dessas funções se sobressaem ou são redundantes com as dos chefes de departamentos (o equivalente a ministros no Brasil).

Em paralelo à encorpada da Presidência da República, Dilma também gostaria de ter uma Casa Civil mais poderosa, resgatando atribuições de negociação política perdidas pela pasta quando Lula criou em 2004 a Secretaria de Assuntos Institucionais, em meio ao escândalo do caso Waldomiro. O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, braço direito de Dilma na campanha, seria um nome para esse cargo.

PROGRAMA A Dilma fez campanha no Rio de Janeiro ontem. Ela gravou cenas para seu programa eleitoral de televisão em um centro esportivo construído pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Rocinha. Em discurso, ela ressaltou pretender, se eleita, construir 800 centros esportivos como o que funciona na Rocinha. As obras seriam feitas entre 2011 e 2014. “Necessariamente, esses centros são cruciais principalmente dentro da política de conquista destas comunidades, transformando essas comunidades em comunidades pacificadas. O processo para chegar a isso começa com equipamentos sociais, começa com a volta do Estado investindo nessas comunidades e transformando essas comunidades em bairros. Porque a gente tem de reconhecer isso: no Brasil, no passado, o Estado saiu dessas comunidades. Simplesmente abandonou-as à própria sorte. Nós, com o governo do presidente Lula, voltamos não só a atuar nos sentido de garantir espaços como este, garantir educação, garantir saúde de qualidade, mas também atuando na mobilização da comunidade”, afirmou.

A candidata garantiu que o presidente Lula continuará presente em seus discursos. “Não tem a menor hipótese de diminuir”, afirmou, diante de uma piscina cheia de crianças que se exercitavam, de manhã, no Complexo Esportivo da favela.

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, parece ter dificuldade em entender o que dizem os brasileiros


Quando o sotaque é problema
Nas últimas semanas, em campanha em Minas, Goiás e Pernambuco, o tucano José Serra deixou de responder a perguntas alegando que não entende o jeito de falar local
Juliana Cipriani. Fonte :Jornal Estado de Minas 10/08/2010

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, parece ter dificuldade em entender o que dizem os brasileiros ou inventou uma nova estratégia para evitar responder perguntas que não o agradam. Em suas viagens pelo Brasil, em busca dos votos dos 135.804.433 de eleitores do país, o tucano não tem conseguido ouvir ou compreender o que dizem os jornalistas da imprensa local. A alegação? Segundo ele, o problema está no sotaque.

Até agora, Serra teve problemas em Minas Gerais, Goiás e Pernambuco. Em meados de julho, quando fez campanha em Goiânia, o candidato tucano se negou a responder uma repórter local que o questionava sobre suas propostas para o estado. Na ocasião, ele disse não compreender a fala da jornalista. “Temos três problemas: estou longe (da imprensa), não estou te ouvindo direito e não estou entendendo o seu sotaque.”

Antes, em Pernambuco, Serra também já havia tido dificuldades com o sotaque nordestino. Ao ser questionado pelo editor de um jornal regional se o trem-bala, que fará a ligação entre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, “na verdade foi um tiro de festim”, o tucano respondeu. “Dá para repetir? Não entendi, foi muito sotaque daqui”. Serra é crítico do projeto de trem de alta velocidade, que virou bandeira do governo federal neste fim de mandato.

Até mesmo em sua região, o Sudeste, Serra usou do argumento para deixar de responder uma pergunta. Em viagem a Belo Horizonte, capital do segundo maior colégio eleitoral do Brasil com 14,5 milhões de votos potenciais, Serra soltou: “Essa fala mineira de vocês, eu não entendo. Eu tenho que prestar atenção”. Na ocasião, o candidato tinha sido questionado sobre uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, em entrevista a uma revista semanal, havia dito que o tucano teve azar de concorrer com ele pela Presidência e agora também lhe falta sorte na disputa com a presidenciável Dilma Rousseff. Meses antes, enquanto ainda disputava com o ex-governador mineiro, Aécio Neves, a indicação do PSDB para ser candidato ao Palácio do Planalto, Serra chegou a elogiar o mesmo sotaque mineiro de outra repórter.

As diversidades regionais e até na fala individualizada, segundo especialistas, podem de fato confundir o ouvinte. A professora associada de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, Thais Cristófaro Silva, especialista em fonologia, disse que dependeria de uma análise técnica para dar seu parecer, mas confirmou. “A variação é inerente a toda língua. Em lugares diferentes, há pessoas diferentes e jeito de falar diferente. O grau de dificuldade para a pessoa entender o que foi dito depende de vários fatores que podem ir desde problemas fisiológicos ou até neurológicos ou mesmo o desconhecimento do sotaque”, afirmou.

domingo, 8 de agosto de 2010

Ipea comprova mentira tucana: investimento público é o maior desde 1995


Ipea comprova mentira tucana: investimento público é o maior desde 1995

Os tucanos, para tentar disfarçar a falta de discurso que assola a oposição, força a barra e vai produzindo ideias vazias e informações falsas.

O Serra, enquanto tenta fingir que é simpático e sorridente, tem dito que a taxa de investimento do governo federal é muito baixa.

Os fatos comprovam que a taxa de investimento do governo federal é mais alta que na época em que Serra era ministro e o FHC era presidente.

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgou no mês passado um estudo pra acabar com qualquer ilusão do Zé. A taxa de investimento do governo federal na atividade econômica do País é a maior desde 1995.

Em 2009, o governo Lula investiu o equivalente a 4,38% do PIB, refletindo a disposição de colocar o Estado como indutor da economia em plena crise econômica internacional. No período do FHC e do Serra, essa taxa foi de apenas 2,34% do PIB, em 1999, a mais baixa do ciclo tucano. A mais alta foi de 3,67%, em 95.

O Ipea, nesse estudo, considera investimentos diretos da União, das estatais e de estados e municípios. É importante notar que também em reais o investimento público em 2009 foi maior do que 2008, o que significa que a taxa cresceu não apenas em relação ao PIB – que no ano passado decaiu.

Em minha opinião, essa atuação do Estado como indutor da economia tem de ser ainda maior. O que não dá pra encarar é o Serra posando de estadista e escondendo o fato de que, quando esteve lá, agiu diversamente. E o governo do qual ele fez parte, nunca é demais lembrar, prometeu reverter os recursos da privatização em investimentos.

Esses caras não podem voltar.

sábado, 7 de agosto de 2010

Fico entristecido com amigos ingênuos e reacionários.


"Fico entristecido com amigos ingênuos e reacionários.

Mas, ainda há tempo de recuperar. Afinal você está vivo.

Ao enviar-me tal e-mail você reforçou minha admiração por essa mulher guerreira, inteligente, competente e ousada chamada DILMA ROUSSEF, QUE SERÁ NOSSA FUTURA PRESIDENTA, PARA AFUGENTAR DE VEZ A TURMA DADASLU (MALUF'S, FHC'S E OUTROS DISCRICIONÁRIOS E ELITISTAS QUE TAIS).

PREFIRO A ARROGÂNCIA DE UMA DILMA À DISFAÇATEZ DE OUTREM.

Esta é a MINHA POSIÇÃO e não concordo com uma palavra do que diz a tal "BRASILEIRA INDIGNADA" (?) mas"Voltaire-iano" que sou " defenderei até a morte o direito dela o dizer".

Contudo, é bom que ela se lembre de que: para acusar uma pessoa de falsa, dizer que ela tem duas caras etc. É necessário ter provas, senão constitui-se CRIME DE CALÚNIA, INJÚRIA E DIFAMAÇÃO, COM PENAS PREVISTAS NO CÓDIGO PENAL BRASILEIRO;
comparsas,no contexto, está no sentido conotativo, a significar parceiros de ações delituosas, criminosas, e TAMBÉM é preciso que se prove em juízo tal acusação.

Essa "brasileira indignada", que não tem a coragem e a altivez de assinar o que escreve, essa sim, EU, QUE ASSINO ABAIXO, imputo de FALSA, CRETINA, MULTICARAS E COVARDE". A CANALHICE TEM PREÇO."

Autor:um amigo meu indignado ,com os e-mails que recebe dos babacas de direita

Graças a Deus Dilma ,tremeu,gaguejou!


Graças a Deus Dilma ,tremeu,gaguejou,pois não é marqueteira,não é dissimulada ,como os outros.Não é viciada e nem é prepotente como Marina e nem se fez de esperto e provocador , como o Plínio.

Acho a atitude do Plínio e Marina sim HORRÍVEL!Fizeram parte do PT até pouco tempo, se dizem de esquerda, mas estão tendo comportamentos semelhantes a dos nossos adversários!Cospem no prato que comeram! A Marina ficou no chove não molha de tentar se fazer a nova opção! A sociedade Alternativa da Política brasileira, coitado do Raul!!!Esta atitude deles beneficie o Brasil?É patriota? Ajuda é a oposição!Porque não ajudaram a Dilma a destruir o Serra.Ele sim é inimigo.Eles podem ter sua mágoas e frustrações com o PT mas deveriam deixar de lado a vaidade pessoal e pensar maior ,no povo brasileiro que não merece ser governado pela direita nojenta do DEM/PSDB. O Serra tem um distúrbio psicológico sério. Além da Síndrome de perseguição ele é esquisofrênico. Demonstrado por apresentar idéias fixas.Eu sou igual a Regina Duarte tenho medo de gente que tem idéia fixa,Serra é um ser humano perigoso. Pode virar o nosso Nero. Se ele cismar mata a vende o Brasil e toca fogo em Brasília
PIG BAND, definitivamente esteve com seus militantes jornalistas para detonar a DILMA13, que tristeza o papel do PLÌNIO e da MARINA. Mesmo assim, a DILMA se superou. O PIG BAND conseguiu usar Marina e Plínio para atacar a DILMA13

Dilma continue assim tremendo,gaguejando e sendo gente .Nós não queremos ser governados por pessoas dissimuladas!Quando Lula no debate com Collor ficou inseguro ,a imprensa caiu de pau e eu fiquei mais Lulista depois disso.

Dilma com a força espiritual que sua voz carrega ,me deixa feliz.A Dilma têm muitas vidas.E bem vivida.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Onda de pessimismo varre partidos 'aliados' de Serra


Onda de pessimismo varre partidos 'aliados' de Serra
Para aliados, prioridade passou a ser garantir o 2º turno

Fábio Pozzebom/ABr

Uma bruma de desânimo envolve os 'apoiadores' da candidatura de José Serra

O discurso oficial da campanha de José Serra equilibra-se sobre uma camada cada vez mais fina de otimismo.

Na superfície, diz-se que: 1) A disputa com Dilma Rousseff segue “equilibrada”; 2) O resultado da eleição é “questão aberta”.

Abaixo da linha d’água, alastra-se o desânimo. Entre a noite de quarta (4) e a tarde desta quinta (5), o blog ouviu nove aliados de Serra.

São todos congressistas –quatro do DEM e cinco do PSDB. Dada a delicadeza do tema, falaram sob reserva.

Espremendo-se o que disseram, verifica-se que houve uma troca de prioridade na coligação que dá suporte a Serra.

Antes, dizia-se que Serra, por experiente e qualificado, prevaleceria sobre Dilma a despeito do apoio de Lula a ela.

Agora, afirma-se que o essencial é evitar que a candidata do governo vença a eleição já no primeiro turno.

Nesta quinta, saiu mais uma pesquisa. Segundo o instituto Sensus, Dilma abriu vantagem de dez pontos sobre Serra: 41,6% a 31,6%.

Embora ajude a adensar a atmosfera de abatimento que envolve Serra, essa sondagem, a terceira a atribuir vantagem a Dilma, não é a causa do fenômeno.

Entre todos os institutos, o Sensus é o que a oposição leva menos a sério. De resto, a pesquisa carrega em seu miolo inconsistências. Versado nas artes da leitura de estatísticas, o repórter José Roberto Toledo iluminou as incongruências num texto disponível aqui.

O que frustra o time de Serra é o contorno geral do jogo. Uma partida em que as arquibancadas parecem hipnotizadas por Lula. Um dos interlocutores do repórter, deputado do DEM, eleito por um Estado nordestino, desenhou a cena:

“Entramos em campo com a bolsa de apostar integralmente a nosso favor. Serra chegou a ter algo como 30 pontos de vantagem sobre Lula. Ainda no vestiário da pré-campanha, Lula modificou o cenário...”

“...Transgredindo todas as regras do regulamento, levou Dilma aos calcanhares do Serra. Imaginávamos que chegar ao horário eleitoral com uma dianteira, ainda que modesta. Hoje, o segundo tempo foi antecipado para o primeiro...”

“...No melhor cenário, temos um empate. No pior, perdemos o jogo para uma adversária que não mereceria atuar nem em equipe de várzea”.

Outro personagem ouvido pelo blog, é senador tucano. Evita-se mencionar o Estado e até região em respeito ao pedido de anonimato. O senador coloriu o quadro:

“No meu Estado, a associação com o Serra tira votos. Falar mal do Lula virou sinônimo de suicídio eleitoral. À medida que Dilma vai sendo associada a ele, falar bem do Serra também não rende votos...”

“...Tenho uma preocupação que se sobrepõe às apreensões nacionais. Eu preciso me reeleger”.

Outro entrevistado, deputado nortista do DEM, emoldurou a pintura: “Ainda que quiséssemos, não temos como fazer a campanha do Serra. Não recebemos do comando nacional uma única peça de propaganda. Verbas, nem pensar...”

“...Na verdade, não fomos contemplados nem mesmo com a cortesia de um telefonema. Do comitê do Serra, ninguém ligou. O candidato não se dignou a visitar a minha região. A essa altura, torço para que não ponha os pés lá”.

As queixas quanto à desorganização da campanha tucana são generalizadas. A crítica ao estilo centralizador de Serra, uma unanimidade. Recordou-se que o candidato não reuniu uma mísera vez o conselho de campanha, composto pelos presidentes das legendas que o “apóiam”.

A menos de duas semanas do início do horário eleitoral, marcado para 17 de agosto, parece improvável que Serra consiga injetar ânimo em sua tropa.

Ao avocar para si a definição dos rumos de sua campanha, Serra converteu-se numa espécie de cavaleiro solitário. O evento êxito só depende dele. Confirmando-se o infortúnio, os “aliados” se desobrigrarão de dividir responsabilidades.

Placar do debate? 0X0. Resultado serve mais a Dilma


Placar do debate? 0X0. Resultado serve mais a Dilma
Folha
Escrito por Josias de Souza

Ficou no zero a zero o primeiro debate presidencial da sucessão de 2010, promovido pela TV Bandeirantes.

Ninguém saiu de campo contundido. E nenhum candidato fez um golaço capaz de levar a arquibancada a trocar de time.

Melhor para Dilma Rousseff. Ruim para José Serra. Por quê? A oposição alardeara durante meses que, nos debates, Serra faria picadinho da rival.

Ao deixar a arena inteira, a candidata de Lula cumpriu a tabela. Quanto a Serra, foi como se tivesse cedido o empate num campo que era considerado seu.

De resto, em termos de audiência, o debate perdeu de goleada para o outro evento da noite: a partida entre São Paulo e Internacional.

Na abertura, uma pergunta da produção do programa. Dilma exalava nervosismo. Olhou para a câmera errada. Soou confusa. Perdeu-se no cronômetro. Compare abaixo.

Do segundo bloco em diante, a pupila de Lula, orientada pelo marqueteiro João Santana no intervalo, acertou o passo. Modulou os seus nervos com os de Serra, calmo desde o início.

Cada um jogou o seu jogo. Nada de polêmicas ou caneladas. Nem sinal de Farc, MST, dossiês e coisas do gênero. Um prenúncio do que deve ocorrer na propaganda eleitoral.

Dilma agarrou-se em Lula. Ao evocar a atual gestão, falou sempre num plural autoinclusivo: “O nosso governo” fez isso, “nós fizemos” aquilo.

Serra dissociou-se de FHC. Em dado momento, disse que mira o futuro, não o retrovisor. No quarto bloco, aberto a perguntas de jornalistas, teve de olhar para trás.

Foi o ponto em que o debate mais se aproximou do modelo plebiscitário idealizado por Lula.

Um dos “inquisidores” da emissora perguntou a Serra por que foge de FHC, como fizera Geraldo Alckmin, em 2006. Questinou-o sobre as privatizações.

Podendo defender o amigo FHC, Serra acendeu o farol dianteiro: Eleito, “vou valorizar o patrimônio público”.

Disse que dará cabo das nomeações políticas. Citou o caso dos Correios. Era “empresa modelo”. Virou feudo partidário, palco de “coisas não recomendáveis”.

Sabia que Dilma comentaria sua resposta. E fustigou: Se o petismo era contra as privatizações, poderia ter reestatizado as estatais levadas ao martelo sob FHC.

E Dilma: “Nós respeitamos contratos”. Fisiologismo? Havia também sob FHC, ela insinuou. Disse que, ao chegar, em 2003, encontrou apadrinhados de deputados na Petrobras.

Deu a entender que a prática grassou também sob Serra, em São Paulo. No mais, disse que, a despeito da coleta das privatizações, a dívida pública dobrou sob FHC.

Ao treplicar, Serra cuidou de si. Não loteou cargos em São Paulo. Nem na prefeitura nem no governo. E quanto a FHC? Bem, Serra preferiu terceirizar a um petista a defesa do amigo indefeso.

Recomendou a Dilma uma conversa com Antonio Palocci. O ex-ministro da Fazenda de Lula os assistia da platéia. “Passou anos elogiando a política econômica do Fernando Henrique. Hoje, é assessor da Dilma”, Serra alfinetou.

Minutos antes, o tucanato saíra-se com uma pegadinha. Mencionara as Apaes (associações de pais e amigos dos excepcionais). Por que o governo discrimina a entidade?, sapecara.

Sem ter idéia do que estava por vir, Dilma pôs-se a elogiar as Apaes. E Serra sapateou: Se pensa assim, disse, deveria ligar amanhã mesmo para o ministro Fernando Haddad (Educação). Insinuou que a entidade de excepcionais está sendo discriminada.

No vídeo abaixo, o pedaço em que Serra "fatura" a pegadinha da Apae e o trecho em que Dilma diz que a grana das privatizações tucanas resultou em mais dívida. No final da peça, os coadjuvantes: Marina Silva posa de terceira via e Plínio de Arruda Sampaio faz cara de via única, "radical".

No curso do debate, Plínio, mais performático, roubou a cena de Marina. Sem nada a perder, fez ironia com as contradições dos três antagonistas. Difícil saber se ganhou votos. Mas divertiu a platéia.

Marina salpicou em suas intervenções dados autobiográficos. A infância pobre, a alfabetização tardia, a fome... Uma Lula de saias. E com diploma.

Afora as estocadas de Plínio, tudo dentro do script. Um debate à brasileira, circunscrito no cercadinho de regras impostas pela marquetagem das campanhas.

O petismo chegou ao extremo de proibir a contraposição de imagens. Nada de mostrar a cara de Dilma no instante em que Serra estivesse falando. E vice-versa.

Em meio a um mar de pseudodiferenças que igualaram os candidatos, coube ao socialista Plínio pronunciar a frase-síntese da noite. Depois de chamar os rivais de "Pollyiannas", resumiu-lhes a plataforma comum:

“O bem deve ser feito. E o mal deve ser evitado. Isso não quer dizer nada”. Diferente mesmo, só ele. Uma opção que o eleitor vem se abstendo de adotar.

Pós-debate: Marina reclama da polarização PTxPSDB


Pós-debate: Marina reclama da polarização PTxPSDB
Wilson Dias/ABr

Marina Silva queixou-se da polarização que marcou o primeiro debate televisivo dos presidenciáveis. De um lado, José Serra. Do outro, Dilma Rousseff.

"Na prática, o que ficou ali foi um confronto e não a possibilidade de um encontro pelo Brasil que a gente quer".

Acrescentou: "Obviamente existirão aqueles que vão querer sempre subtrair a nossa participação, mas isso não cabe a eles".

É pena que a ficha de Marina demore a cair. Debate, ensinam os dicionários, é arena de “confronto”, não de “encontro”.

Dilma e Serra jogaram o jogo que lhes convinha. Nas vezes em que lhe coube perguntar, Marina poderia ter concentrado suas baterias na dupla.

Mas ela preferiu desperdiçar nacos do seu tempo dirigindo questões a Plínio de Arruda Sampaio.

Em retribuição, ganhou de Plínio um apelido –“eco-capitalista”—e respostas marcadas pela descortesia.

Viu-se compelida a responder a um antagonista que não lhe faz sombra nas pesquisas:

"A pior forma de entrar em uma discussão é você entrar com um rótulo. Se você rotula uma pessoa você não precisa debater com ela".

O que Marina não percebeu é que a Plínio, um candidato de cuja existência muitos nem suspeitavam, não interessa senão que debatam com ele.

Não há de ser nada. Haverá novos debates. Com sorte, Marina vai perceber que a ela interessa imircuir-se no “confronto” dos grandes, não no “encontro” com o nanico.

Os ratos abandonam o barco


Os ratos abandonam o barco


O blogueiro da Folha que vinha em campanha animada para o candidato José Serra, hoje publicou um texto de puro chororô. Dá alegria de ler a lamentação tucana, a começar pelo título, "Onda de pessimismo varre partidos "aliados" de Serra"... Veja a seguir um pequeno trecho do post lamentação...


Outro personagem ouvido pelo blog, é senador tucano. Evita-se mencionar o Estado e até região em respeito ao pedido de anonimato. O senador coloriu o quadro:


“No meu Estado, a associação com o Serra tira votos. Falar mal do Lula virou sinônimo de suicídio eleitoral. À medida que Dilma vai sendo associada a ele, falar bem do Serra também não rende votos...”


“...Tenho uma preocupação que se sobrepõe às apreensões nacionais. Eu preciso me reeleger”.


Outro entrevistado, deputado nortista do DEM, emoldurou a pintura: “Ainda que quiséssemos, não temos como fazer a campanha do Serra. Não recebemos do comando nacional uma única peça de propaganda. Verbas, nem pensar...”


“...Na verdade, não fomos contemplados nem mesmo com a cortesia de um telefonema. Do comitê do Serra, ninguém ligou. O candidato não se dignou a visitar a minha região. A essa altura, torço para que não ponha os pés lá”.

TSE rejeita recurso de Veja e mantém resposta do PT


TSE rejeita recurso de Veja e mantém resposta do PT


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou hoje, por unanimidade, recurso da revista Veja contra decisão do próprio TSE que na segunda-feira assegurou direito de resposta para o Partido dos Trabalhadores (PT) e sua candidata a presidente da República, Dilma Rousseff.


O TSE entendeu que Veja extrapolou o limite da informação na matéria "Índio acertou o alvo", que repercutiu fala do candidato a vice-presidente do PSDB, o deputado federal Índio da Costa, que relacionou o PT a atividades ilícitas


Os ministros rejeitaram os argumentos da revista e reafirmaram que o texto da reposta é proporcional ao agravo, ou seja, ao conteúdo da matéria publicada pela Veja.

domingo, 1 de agosto de 2010

Queda da pobreza


Queda da pobreza é mantida mesmo em meio à crise, diz economista
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ANTONIO GOIS
da Sucursal do Rio

O percentual de pobres caiu de maneira sustentável no Brasil entre 2004 e 2008, e, mesmo com a crise financeira internacional, o movimento provavelmente não foi interrompido em 2009, de acordo com a economista Sonia Rocha, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade.

Ela apresentou pela manhã, no 22º Fórum Nacional, um estudo com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE, que mostra que a proporção de pobres no país caiu de 33,2% para 22,9% no período pesquisado.

O fator que mais contribuiu para a queda foi a melhoria da renda do trabalho e o aumento do salário mínimo. No caso apenas das famílias pobres, no entanto, a economista mostra que o peso das transferências de renda no orçamento total familiar aumentou de 10% para 18%.

Isso não significa, disse ela, que a melhoria da situação financeira dos pobres se deu apenas por causa de transferências de renda. O peso da renda do trabalho ainda representa 71% do orçamento familiar desse grupo. O que o dado mostra é que as transferências cresceram em ritmo superior aos salários e demais rendas do trabalho.

Como os dados consolidados de 2009 só serão divulgados em setembro, ainda não é possível saber se o movimento de redução da pobreza teve continuidade. A economista, no entanto, aposta que a queda deve ter continuado, já que houve melhoria do salário mínimo, aumento das transferências de renda, e a crise, no período de coleta da pesquisa do IBGE (setembro), já havia passado por sua pior fase.

MELHORA A DISTRIBUIÇÃO DE RENDA NO BRASIL,


MELHORA A DISTRIBUIÇÃO DE RENDA NO BRASIL,
José de Souza Castro
| 20 de abril de 2010 |

Uma boa notícia na Folha de S. Paulo, neste domingo: o número de miseráveis no Brasil, aqueles que vivem com menos de R$ 137,00 por mês, caiu para 30 milhões. Resultado das políticas adotadas desde 2003.

Sem elas, o número estaria em 50 milhões, diz o repórter Fernando Canzian. Ele se baseia em estudo divulgado pelo chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV-Rio, Marcelo Néri. É muita água para o moinho da candidatura petista ao governo. Essa melhor distribuição de renda no Brasil deve marcar as eleições à presidência da República em outubro.

“Neste ano eleitoral de 2010, o aumento da renda dos brasileiros retomou os níveis pré-crise de 2009 e o poder de compra das famílias atingiu o maior patamar em uma década e meia”, afirma Canzian. E acrescenta: “A eleição também se dará em um contexto onde a distribuição da renda é a melhor desde a redemocratização. A proporção de brasileiros vivendo abaixo da linha da miséria caiu expressivos 43% desde 2003.”

Néri diz que a melhora na renda hoje é muito mais sustentável, pois está apoiada mais na renda do trabalho. Segundo ele, na média da década, a renda do trabalho explicaria 67% da redução da desigualdade; o Bolsa Família, cerca de 17%; e os gastos previdenciários, 15,7%. Desde 2003 foram criados 12,2 milhões de empregos formais. O pesquisador estima em 5,3% ao ano o aumento médio da renda per capita no país. No Nordeste, é melhor ainda: 7,3%.

Está aí a razão de Lula ter uma avaliação de 83% de ótimo/bom no Nordeste, contra 70% no Sul e 67% no Sudeste. A última pesquisa DataFolha indica que ali, entre todas as regiões, José Serra perderia a eleição para Dilma Rousseff.

O repórter da Folha ouviu também o economista Ricardo Paes de Barros, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), para quem, é “absolutamente fantástica” a melhora da distribuição de renda e a queda na pobreza, principalmente, entre os mais pobres e os menos escolarizados. Enquanto a renda familiar per capita como um todo cresce em ritmo maior que 5% ao ano, entre os 10% mais pobres ela cresceu três vezes mais rápido (15,4%). Entre os 10% mais ricos, mais lentamente (3,7%).

A política de aumentos acima da inflação para o salário mínimo também deu impulso à renda. Em 2003, um salário mínimo comprava pouco mais de uma cesta básica e hoje, paga 2,2 cestas, constatou Canzian.

Esse clima de otimismo faz com que os aeroportos estejam entupidos, como constata outra reportagem da Folha. Gente que nunca tinha viajado de avião, como a dona de casa Eliane Bernardino da Silva, 40, entrevistada no aeroporto de Guarulhos enquanto esperava pelo voo para João Pessoa. Ela antes viajava de São Paulo, onde trabalha, para sua terra natal, de ônibus, “por falta de dinheiro”. Uma viagem de três dias. Agora, a viagem dura menos de um dia. E Eliane nem reclama do preço da passagem, R$ 818,00…

É necessário que o câncer ( PSDB ) seja extirpado do Brasil!!! Fora PSDB!!!!!!

EVOLUÇÃO DO LUCRO LÍQUIDO DA PETROBRÁS

Conheça a evolução do lucro da Petrobras nos últimos anos, com base nas informações enviadas para a U.S. Securities and Exchange Commission (SEC) da Bolsa de Valores de Nova Iorque.

Rifa-se um coração


Rifa-se um coração
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia
estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que
também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer
para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer"
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta

Clarice Lispector